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Enquanto este texto é produzido centenas de milhares de pessoas no mundo inteiro são vítimas da exclusão social e de um sem-número de mazelas. Culpados? Não nos cabe enumerá-los. Sujeitos capazes de fazer a diferença? Poderemos começar por nós mesmos. Os direitos primordiais dos seres humanos passaram a constituir um campo de disputa pela sobrevivência e perpetuação da espécie, tão somente. A nova ordem mundial, os reflexos da globalização possível e insidiosa, além das tomadas de decisão por parte dos chefes de estados dos países poderosos atingem a todos, no presente e no futuro, não importando raça, gênero ou cultura. Porém, neste mesmo universo destaca-se uma nova leitura de comportamento sociocultural, em escala global, uma notável evolução do ser humano em direção a si mesmo
. A CICLOCIDADANIA.

O Projeto Professor Sobre Rodas é uma experiência ciclocidadã que leva às escolas e universidades, públicas ou privadas e ainda às empresas, dentro e fora do país, reflexões sobre a promoção da felicidade, levando à construção coletiva da liberdade possível e a integração comunitária através da Ciclocidadania, produzindo-se uma comunidade mais apta para a nossa humana 'com-vivência' e não apenas 'sobre-vivência'.

Como muitas pessoas dizem, todo cidadão tem uma missão. Meu caro amigo Professor Sobre Rodas, certamente está cumprindo a sua. Seu trabalho de mostrar a nós que sempre deve haver a esperança de ser feliz, da forma mais simples que exista, nos atinge com tamanha convicção que faz com que, se já não acreditamos, voltemos a rever nossas percepções. Cicloturismo e Ciclocidadania são formas de se olhar o mundo de forma renovada, e tomara que um dia, todos pensem assim.
(Marcos V.S., 17 anos - E. E. B. Alexandre Guilherme Figueredo - Piçarras - SC)

Venho desenvolvendo intervenções sobre este tema no formato de palestras, conferências e oficinas desde março de 2007, em diferentes ambientes, seja em escolas da rede pública ou particular do Cerrado Mineiro, no litoral de Santa Catarina ou na Serra Gaúcha, ou ainda em universidades pública e privadas espalhadas por mais de seis estados brasileiros, e até internacionalmente. Já ocorreram mais de 370 palestras a convite destas entidades, incluindo trabalhos para ONG´s, OSCIP´s, Fundações, Sindicatos, Cooperativas e Secretarias Municipais. Neste formato, o Professor Sobre Rodas já falou sobre estes conceitos para mais de 35 mil pessoas no Brasil. Minha intervenção enquanto Professor Sobre Rodas também já foi acompanhada por milhares de pessoas nas páginas da Revista Bicicleta, outras revistas de Turismo e Meio Ambiente, nos programas televisivos Globo Esporte, Rede Minas e no site de informações da Globo, o G1. No exterior, um dos espaços de maior intervenção do Professor Sobre Rodas são as províncias de Posadas e Corrientes, na Argentina, desde 2008.

Depois da palestra fiquei com uma mente mais ampla para o que está acontecendo ao meu redor, da mesma forma como comecei a refletir sobre o que estou fazendo da minha vida, se é certo ou errado e, principalmente, o que quero ser realmente. Ele usa argumentos reais e persuasivos de uma maneira maravilhosa, porque ele mostra o que é de compreensão difícil parecer fácil e divertida."(Helena L., 16 anos - Centro Educacional Prisma  - Piçarras - SC)

No ano de 2011, minha parceria com a Revista Bicicleta ganhou força e colocou as rodas e o professor nas estradas e salas de aula, dada a realização de uma série de palestras e conferências no litoral catarinense, no espaço que, circunstancialmente, está disposto entre os três roteiros cicloturísticos: Costa Verde e Mar, Vale Europeu e Barra do Piraí - envolvendo, assim, mais de 30 municípios, desde a cidade-balneária de Barra Velha até Tijucas, e de lá até Presidente Getúlio, quase chegando à sede da Revista Bicicleta, em Rio do Campo.

... depois de ter ouvido aquela palestra senti que eu precisava fazer algo, fazer algo pra me sentir bem e fazer com que as pessoas também se sintam. A história desse Professor Sobre Rodas me fez enxergar que realmente o céu é o limite e que até com uma "simples bicicleta" você pode mudar a vida de uma pessoa.
(Brendon E. V., 17 anos - Escola Alexandre Guilherme Figueredo - Piçarras - SC)

O teor das palestras (gratuitas para instituições públicas de ensino) atinge especialmente alunos e alunas do ensino médio, os quais se encontram em um determinado momento de apatia em relação a sua participação enquanto cidadãos de um 'novo mundo em construção', sendo a cada minuto atropelados pela globalização, seus maniqueísmos (seu lado bom e seu lado não tão bom), pela informação fragmentada, entre outros aspectos. Vemos estes jovens tentando sobreviver às cidades cada dia menos humanas, sucumbindo à violência banalizada em todas as formas e a um ambiente em degradação, porque degradada está a sociedade que aceita passivamente perder seu espaço para o concreto, para a velocidade e poder atribuídos aos automóveis, ou simplesmente, por haver esquecido de sua parcela humana, sensível, romântica, dócil, sonhadora, entre tantas outras particularidades.

O cicloturismo ajuda a ver que a vida não é movida apenas por dinheiro ou bens materiais, mas sim pelas pequenas, porém importantes coisas. Através do cicloturismo você passa a ser a paisagem, você consegue apreciar, sentir, emocionar-se, e isto eu pretendo levar para a minha vida: coragem para enfrentar os obstáculos que surgirem, assim como o cicloturista os enfrenta, seja o frio, a dor, o cansaço, e embora tudo, nunca desiste de chegar a seu destino!
(Jeferson J., 17 anos - Escola Manuel Henrique de Assis - Penha - SC)

Ao usar ou valer-se da bicicleta como veículo não violento, economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente responsável, o cidadão encontra à disposição toda uma nova maneira de atuar ou ser protagonista de uma ordem que se permite observar expressa nas paisagens urbanas e/ou rurais. Ele descobre-se inteligente e redescobre-se plural, ao promover um ambiente mais coerente com a qualidade de vida que a grande maioria almeja, ou seja, uma qualidade possível a todos, uma simplicidade latente que busca virar expressão sobre rodas silenciosas, as quais não deixem rastros indeléveis.

Compreendi como a vida pode ser melhor se ajudarmos o planeta e a sociedade, usando a bike como veículo da felicidade. Escutar atentamente ao Professor Sobre Rodas mostrou-me que se pode ser feliz deixando que a bike nos proporcione observar as melhores coisas da vida, a natureza, a cultura e a sociedade.
(Emily T., 16 anos - Escola Alexandre Guilherme Figueredo - Piçarras - SC)

  

Este é o ideal perseguido pelo Professor Sobre Rodas, uma proposta de realidade onde professores e alunos, ambos aprendentes e brincantes, reconstruam seus universos, patrimônios e saberes, seus espaços de convivência, trabalho e frugalidade, reinventando-os e reinventando-se. A ideia de 'rodas' não se refere apenas ao uso da bicicleta como meio de intervenção nas comunidades por onde se passa. Um pouco mais além, as rodas querem sugerir, em cada contexto, o ciclo. A vida é cíclica; o conhecimento é cíclico; a renovação social é cíclica, enfim, somos cíclicos.

Ao completar 20 anos de docência em cursos superiores de Turismo, Hotelaria e Meio Ambiente, percebi que havia muito ainda para fazer. E entendo que o jovem brasileiro sente uma carência ainda maior por não perceber-se atingido pela socialização a respeito do vasto campo de possibilidades socioeconômicas presentes em cada localidade, em sua natureza e cultura, além do cuidado urgente com a gestão dos ecossistemas em risco.

"Entendi que se pode ser feliz com um simples gesto de humanidade, e que isto o deixa com a mente limpa, tranquila. Muitas vezes reclamamos que não temos 'uma bolacha recheada para comer', enquanto tem gente que morre por um simples copo de água. Sempre pensei assim, mas nunca coloquei para fora o que sinto sobre essas coisas... Penso que muita gente não teria a cara e a coragem de ir lá na frente de tantos jovens, fazer e falar tudo o que ele (o Professor Sobre Rodas) nos proporcionou.
(Rebeca Z., 16 anos - Centro Educacional Prisma - Piçarras - SC)

Enquanto professor, sempre entendi que não existe conhecimento sem emoção, não existe aprendizagem se não existe amor ao 'estranho', ao outro. Não existe educação se não existe a promoção do ser humano. Sem emoção não existe fé no homem e na transformação da sociedade; sem emoção não existe significado de vida, coisas que aprendemos ao nos lançar ao caminho, nesta 'sala de aula sem paredes'... Tenho buscado emprestar essas reflexões em meus encontros dentro das salas de aula formais.

Nossa vida é marcada pelo que somos e pelo que fazemos, e não por um status. Ser feliz e ajudar alguém, fazendo a diferença, é o que importa.
(Gabriel G., 16 anos - Escola Alexandre Guilherme Figueredo - Piçarra - SC) 

Sempre busquei mostrar o que aprendi a tantas pessoas eu pudesse, pois acredito ser muito importante que, principalmente nós estudantes, que somos presente e futuro de toda sociedade, possamos parar para refletir um pouco sobre nós mesmos. Não me emociona o fato deste professor falar outros idiomas, ou por ter vivido em outros países, mas sim o simples fato de que quando ele está falando, quem fala é o coração e a essência cultural desses vários povos. As pessoas se identificam com suas palavras encorajadoras, que nos convidam a conhecer mais sobre diversas culturas, sobre o que, querendo ou não, faz parte de nós.
(Auara C., 18 anos - Uberaba - MG, atualmente, estudante de Direito)

Fonte: Revista Bicicleta, edição 08/01
Autor: Therbio Felipe M. Cezar
Título Original: Professor Sobre Rodas nas Escolas

 

 

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